Viagra

Como o Viagra Mudou Tudo o que Sabíamos Sobre Ereções

No ano que vem, o Viagra – a droga de disfunção erétil conhecida por seus anúncios de homens idosos e suas esposas que descansam na praia muito felizes – fará 20 anos de idade.

É um aniversário marcante para qualquer droga, mas é particularmente significativo dado o tremendo sucesso do Viagra: até hoje, mais de 62 milhões de homens em todo o mundo (e esse número provavelmente está crescendo nesse momento) compraram Viagra em algum momento de suas vidas, de acordo com a Pfizer (farmacêutica dona da marca), gerando um orçamento de US $ 1,4 bilhão anualmente na América do Norte.

Mas o caminho do Viagra para o sucesso não era tão direto como se pode imaginar. Na verdade, os pesquisadores nem sequer estavam procurando um remédio que resolvesse a disfunção erétil quando começaram a fazer experimentos utilizando o “Sildenafil”, um composto sintetizado por pesquisadores britânicos na década de 1980. A Pfizer estava simplesmente tentando descobrir uma maneira de ajudar a dilatar os vasos sanguíneos no coração para resolver outro dilema de saúde do sexo masculino da meia idade: hipertensão arterial pulmonar ou pressão arterial elevada.

O Sildenafil, que também é conhecido como um tipo de inibidor de PDE-5, parecia promissor a este respeito: como a Pfizer ressalta, o Sildenafil funcionou muito bem em testes com animais sem efeitos colaterais negativos, incentivando a Pfizer a começar a testar em humanos. Na época, no entanto, os pesquisadores não sabiam que o Sildenafil não funcionava nos seres humanos da maneira que parecia funcionar em animais.

Claro, a droga dilatou os vasos sanguíneos, mas não aqueles que estavam aninhados ao lado do coração. Em vez disso, o Sildenafil pareceu afetar os vasos sanguíneos que alimentavam o pênis, ou o corpo cavernoso, de acordo com relatos de enfermeiras que encontraram pacientes deitados de bruços depois de tomar Sildenafil, porque ficaram envergonhados por ter ereções.

Os pesquisadores descobriram mais tarde que os inibidores da PDE-5 iluminavam um processo que não era completamente compreendido. Quando tomado antes das relações sexuais, a droga penetrou nas células do músculo liso que levaram ao corpo cavernoso e bloqueou a enzima CGMP, que geralmente bloqueia o relaxamento. Os inibidores de PDE-5 relaxaram essas células musculares lisas, permitiram que as comportas de sangue fluíssem para o pênis e ajudaram os homens a lidar com a impotência de uma só vez.

Em retrospectiva, isso não é tão surpreendente. Afinal, uma ereção é causada pela dilatação dos vasos sanguíneos no pênis, permitindo que o pênis de um homem fique ereto ao se encher de sangue e pronto para a relação sexual. Mas a verdade é que os cientistas apenas começaram a entender melhor a bioquímica do pênis quando os efeitos do Viagra foram descobertos, isso porque a indústria farmacêutica ainda se mostrou muito interessada no assunto e nos ganhos financeiros que um medicamento do tipo poderia trazer.

Em outras palavras, não poderíamos ter imaginado os poderes causadores de uma ereção acidental através do uso do Sildenafil, porque ainda não entendíamos realmente como as ereções funcionavam até então.

Por isso, essa droga, que foi mais tarde chamada de Viagra, foi crucial para a nossa compreensão de como o pênis se comporta e como ele se prepara para a relação sexual. Se o Viagra não tivesse tido o efeito colateral inesperado em homens que se sentiram envergonhados por estarem tendo uma ereção enquanto tentavam tratar sua pressão alta, talvez as ereções continuassem sendo um mistério para o homem moderno.

Embora existam outras drogas de disfunção erétil no mercado, como a Cialis, nenhuma delas conseguiu incorporar com sucesso a fórmula secreta do Sildenafil da Pfizer para seu próprio uso. Em 2020, no entanto, a Pfizer perderá seus direitos autorais sobre o Viagra, terminando uma corrida notável para a ciência, para os pênis e para pesquisa farmacêutica em geral.

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